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	<description>the hate of the city and the attempts to survive to it.</description>
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		<title>Decidi ressucitar esta merda&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 05:42:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230;e postar alguns dos microcontos que eu mandei para o Menino Ricardo, mas como tive não só preguiça, mas repulsa e raiva do sistema  que possibilita a oportunidade de publicar algumas linhas nesse país, resolvi deixar meus humildes escritos nesse blog . Seguem abaixo três microcontos (talvez não tão &#8220;micros&#8221;&#8230;) inspirados pelo chamado do meu talentoso amigo&#8230;: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=strangeparade.wordpress.com&amp;blog=4498339&amp;post=15&amp;subd=strangeparade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;e postar alguns dos microcontos que eu mandei para o Menino Ricardo, mas como tive não só preguiça, mas repulsa e raiva do sistema  que possibilita a oportunidade de publicar algumas linhas nesse país, resolvi deixar meus humildes escritos nesse blog . Seguem abaixo três microcontos (talvez não tão &#8220;micros&#8221;&#8230;) inspirados pelo chamado do meu talentoso amigo&#8230;:</p>
<p> </p>
<p>A Classe Média.<br />
Acorda às seis e meia ou sete e meia, toma uma média, sai de casa, nem<br />
grande nem pequena, liga o seu meio carro, meio zero, meio pago em<br />
aceitáveis prestações. Chega no trabalho, uma multinacional de médio porte,<br />
com sua camisa de uma marca meio cara um pouco amassada e se satisfaz em dar<br />
ordens para sua meia duzia de funcionários, todos meio infelizes, meio<br />
cansados, meio neuróticos.</p>
<p>A Garota do Escritório.<br />
Linda, gostosa, simpática, muito cobiçada. Realizou seu sonho e infância e<br />
casou-se com um rapaz que abriu mão da vida de esbórnia para tê-la e<br />
mantê-la. Ele, de terno azul claro e chapeu de cowboy, como um personagem de<br />
&#8220;Dallas&#8221;, ela, com um grande anel dourado no dedo e esvaziando as esperanças<br />
de alguns corações.</p>
<p>Queda Livre.<br />
Do alto de um prédio, o humilde faxineiro, sempre faminto, migrante de<br />
pau-de-arara, observa a cidade, as casas, os carros, as pessoas passando.<br />
Olha para o céu, olha para o chão e vira uma pequena nota no jornal local<br />
após despencar, sem ninguem para lhe dar adeus. Sem querer, achou um lugar<br />
melhor e só dele.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/strangeparade.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/strangeparade.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/strangeparade.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/strangeparade.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/strangeparade.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/strangeparade.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/strangeparade.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/strangeparade.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/strangeparade.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/strangeparade.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/strangeparade.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/strangeparade.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/strangeparade.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/strangeparade.wordpress.com/15/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=strangeparade.wordpress.com&amp;blog=4498339&amp;post=15&amp;subd=strangeparade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Ciro</media:title>
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		<title>Ah, aquele par de pernas&#8230;</title>
		<link>http://strangeparade.wordpress.com/2008/09/01/ah-aquele-par-de-pernas/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 11:56:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Lembro-me bem. Verdade é que é a única coisa da qual eu tenho saudades dela. Daquele par de pernas. Claro, ela não era só pernas, ela era linda. Tinha personalidade, sabe? Linda de morrer. Encantava-me. Ela não era só pernas. Eu me impressionava com a beleza dela. Não só com a dela, mas com a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=strangeparade.wordpress.com&amp;blog=4498339&amp;post=13&amp;subd=strangeparade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Lembro-me bem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Verdade é que é a única coisa da qual eu tenho saudades dela. Daquele par de pernas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Claro, ela não era só pernas, ela era linda. Tinha personalidade, sabe?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Linda de morrer. Encantava-me.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Ela não era só pernas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Eu me impressionava com a beleza dela. Não só com a dela, mas com a beleza de todas as mulheres. Sou altamente impressionável pelas mulheres. Elas me chocam, me abalam, me viram do avesso, e é claro, faz parte do jogo nunca deixar isso transparecer. Nem sempre a gente consegue. Claro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Impressiono-me mesmo e impressiono-me muito. Desde algumas belezas totalmente óbvias, que realmente não nos pegam de surpresa mas que prendem o nosso olhar por alguns segundos, até às menos óbvias, aquelas que não percebemos exatamente a primeira vista.<span>  </span>Aquelas que estão escondidas, que demoram um pouco, nunca muito, para se revelar e aparecer. Algumas pessoas têm uma certa dificuldade para perceber ou às vezes morrem sem perceber. Uma pena. Uma limitação realmente gravíssima. Estas são as mais belas, e são as que nunca deixarão de ser belas e que demoram horas, dias, anos até saírem da minha cabeça. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A obviedade basta apenas para pessoas obtusas. Posso ser um tanto quanto &#8220;obtuso&#8221; em uma série de coisas, mas fico feliz em não ser em relação às mulheres. Fico feliz em ter olhos para as melhores. Sinto-me um privilegiado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Linda ela era mesmo. Talvez até tivesse um algo de óbvia por um lado, talvez um pouco mais difícil de compreender de outro, mas tratava-se de uma menina extremamente cobiçada e altamente disputada. Atraía com algo que eu não sei determinar e, com um pouco de empenho, ela conseguiria qualquer homem que quisesse, até aquele que não via nela as características pelas quais normalmente se sentiria atraído. Ela conseguiria.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Dos pés à cabeça, realmente linda. O grande problema era o temperamento difícil. Quase insuportável.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Apesar de ela insistir que não via nela a beleza que os outros viam, no fundo no fundo ela tinha certeza absoluta, e se aproveitava disso como ninguém. Fazia questão de nunca manifestar ciúmes de forma alguma, o que a corroia por dentro. Este ciúme enrustido arrumava formas bizarras para se expressar, o que sempre lhe causava alguns problemas e algumas lágrimas. Afastava as pessoas com a mesma facilidade com que as atraía. Não sabia lidar com as pessoas. Espero que um dia aprenda.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Havia de certa forma me apaixonado por ela. A beleza apaixona sim. Nos prende. Nos conquista. Ela realmente não teve muita dificuldade em me fazer chegar lá.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Não. Não era a maior paixão do mundo. Era somente uma daquelas sensações faz com que nós nos sintamos um pouco humanos. Algo que realmente tira nossa cabeça da rotina emocional, nos faz pensar em outra coisa além da programação casa-trabalho-casa-bar. Ela não era a melhor pessoa do mundo, mas era boa o suficiente pra me fazer sorrir. Já era uma vitória para mim.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Apesar de seu alto teor de insuportabilidade, me sentia bem com ela. Penso que só alguém tão insuportável quanto se sentiria bem com ela. Provavelmente era o caso. Talvez me sentia bem pela sua beleza, ou talvez por termos realmente uma série de coisas em comum&#8230;.Pensávamos da mesma forma, tínhamos o mesmo desprezo pelo resto do mundo. Eram duas pessoas que bastavam para si próprias, mas conseguíamos conciliar esta &#8220;auto-suficiência&#8221; com a chegada de uma outra pessoa. Ela não era uma terceira pessoa que chegou para atrapalhar a ótima e perfeita harmonia entre Eu e Eu Mesmo&#8230;ela era quase um de nós também. Era ótimo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Ótimo era mesmo, mas não me senti como se tivesse perdido algo quando tudo acabou. Eu e Eu Mesmo estávamos ótimos. Conseguíamos desprezar o resto do mundo de uma forma ótima. As noites de entorpecimento continuaram sendo ótimas&#8230;simples. Sentia falta de uma coisa apenas. Não era de seus cabelos loiros e extremamente cheirosos. Claro, era bom tê-los, também preferia as morenas, creio que nunca mais sentirei um perfume daqueles, mas conseguiria conviver com isso. Não era sua pele bronzeada, de menina rica que descia para o litoral a cada final de semana. Bronzeado é algo que eu dispenso na verdade, mas ela realmente estava ótima assim. No geral ela não era o meu tipo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Sexo faz falta para todo mundo. Com ela era bom, mas não era nisso que eu conseguia pensar. A única, das milhares de características que ela tinha, que me fazia falta era aquele par de pernas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Eram compridas. Muito compridas. Finas, porém perfeitas, iam aumentando milímetro a milímetro, em uma precisão que poderia ser atribuída aos melhores fabricantes de relógios suíços. Divertia-me por horas em uma diferente escalada horizontal.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:5pt 0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Analisando mais profundamente, talvez até eu a amasse, mas com o máximo de profundidade que consigo amar alguém, que não é muita. Ainda amava mais um bom drink, um bom livro, um bom filme, um bom disco, etc&#8230;o fato é que aquelas pernas fazem falta. Não me lembro do nome dela direito, mas me lembro dos nomes que dei para a esquerda e para direita. Só não os anotei em minha agenda. Uma pena.<span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span></span></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/strangeparade.wordpress.com/13/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/strangeparade.wordpress.com/13/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/strangeparade.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/strangeparade.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/strangeparade.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/strangeparade.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/strangeparade.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/strangeparade.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/strangeparade.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/strangeparade.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/strangeparade.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/strangeparade.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/strangeparade.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/strangeparade.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/strangeparade.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/strangeparade.wordpress.com/13/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=strangeparade.wordpress.com&amp;blog=4498339&amp;post=13&amp;subd=strangeparade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Compreendendo Nietzsche de uma forma diferente&#8230;</title>
		<link>http://strangeparade.wordpress.com/2008/08/28/compreendendo-nietzsche-de-uma-forma-diferente/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 20:07:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Nietzsche]]></category>

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		<description><![CDATA[5.59 AM. Eu lá, de cueca, calça de sarja, daquelas que seu pai provavelmente usa para trabalhar, e eu também, adidas no pé (não é um Tênis&#8230;é um ADIDAS), um cinto casual e sem camisa. Decidi procurar um livro no intervalo de minha vestimenta&#8230; Entre a seção de quadrinhos, política internacional, teoria política e filosofia, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=strangeparade.wordpress.com&amp;blog=4498339&amp;post=10&amp;subd=strangeparade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>5.59 AM.</p>
<p>Eu lá, de cueca, calça de sarja, daquelas que seu pai provavelmente usa para trabalhar, e eu também, adidas no pé (não é um Tênis&#8230;é um ADIDAS), um cinto casual e sem camisa.</p>
<p>Decidi procurar um livro no intervalo de minha vestimenta&#8230;</p>
<p>Entre a seção de quadrinhos, política internacional, teoria política e filosofia, e uma coleção antiga de revistas MAD apertadas ali no canto, achei o meu livro preferido dos meus 16 anos: &#8220;Vontade de Poder&#8221;, do atormentado Nietzsche (alguma coisa eu tinha que ter em comum com ele&#8230;sou outro atormentado&#8230;), e pensei.</p>
<p>Vontade de poder?  Eu poderia escrever um ensaio sobre isso&#8230;tenho de sobra esta tal vontade..vontade de poder queimar meu escritório, vontade de poder explodir meu carro, vontade de poder viajar o mundo, vontade de poder não me preocupar com dinheiro, vontade de poder abrir uma conta no bar e vontade de poder pagá-la no fim do mes, vontade de poder ter uma AK-47 e vontade de poder usá-la, vontade de poder ter um lugar decente para ir de final de semana, vontade de comprar a fábrica da Mentos, vontade de tomar CRYSTAL PEPSI, vontade de poder dar uma trepada agora mesmo&#8230;nesse segundo, vontade de poder não estar gripado e fumar um cigarro (TRÊS DIAS SEM FUMAR, PORRA), vontade de poder aumentar minha coleção de ADIDAS (já disse, não são apenas tênis), vontade de poder ter uma videoteca, vontade de poder aumentar o tamanho da minha TV&#8230;.ah poderia continuar por DIAS esta lista, mas graças a deus eu já posso ir embora do escritório&#8230;..</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/strangeparade.wordpress.com/10/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/strangeparade.wordpress.com/10/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/strangeparade.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/strangeparade.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/strangeparade.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/strangeparade.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/strangeparade.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/strangeparade.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/strangeparade.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/strangeparade.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/strangeparade.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/strangeparade.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/strangeparade.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/strangeparade.wordpress.com/10/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/strangeparade.wordpress.com/10/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/strangeparade.wordpress.com/10/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=strangeparade.wordpress.com&amp;blog=4498339&amp;post=10&amp;subd=strangeparade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Ciro</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Crystal Pepsi de volta a venda, por 1 real o copo, em uma soda-fountain em uma lanchonete suja no centro sujo de São Paulo&#8230;</title>
		<link>http://strangeparade.wordpress.com/2008/08/27/crystal-pepsi-de-volta-a-venda-por-1-real-o-copo-em-uma-soda-fountain-em-uma-lanchonete-suja-no-centro-sujo-de-sao-paulo/</link>
		<comments>http://strangeparade.wordpress.com/2008/08/27/crystal-pepsi-de-volta-a-venda-por-1-real-o-copo-em-uma-soda-fountain-em-uma-lanchonete-suja-no-centro-sujo-de-sao-paulo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 13:02:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[crystal pepsi]]></category>

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		<description><![CDATA[    Não é verdade, é claro. Não que seja mentira também. Trata-se apenas de um sonho que tive hoje a noite. Lá ia eu em minha passagem diária pelo centro de São Paulo e de repente, não mais que de repente vejo uma máquina de refrigerante, não aquelas em que você poe a nota [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=strangeparade.wordpress.com&amp;blog=4498339&amp;post=8&amp;subd=strangeparade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p> </p>
<p><span style="font-size:x-small;">Não é verdade, é claro.</p>
<p>Não que seja mentira também. Trata-se apenas de um sonho que tive hoje a noite.</p>
<p>Lá ia eu em minha passagem diária pelo centro de São Paulo e de repente, não mais que de repente vejo uma máquina de refrigerante, não aquelas em que você poe a nota e ela te dá uma lata extremamente gelada, não era uma dessas, era uma igual às do McDonalds, Burger King e afins, uma soda fountain mesmo, com aquele rótulo azul claro do qual tenho absurdas saudades. Lá tinha Crystal Pepsi!!!</p>
<p>As Soda-Fountains, na minha opinião, fornecem a melhor Coca-Cola de todas. Nenhum de seus vários formatos, embalagens ou seja lá o que for, nem a clássica garrafinha de vidro, é tão boa. Trocaria a Coca de máquina e todas as outras por uma Pepsi, das normais mesmo. De lata. Prefiro mesmo. Não me critiquem, só compreendam.</p>
<p>Entro na lanchonete onde vi a tal máquina, um tanto quanto incrédulo, olho em volta, presto atenção nos detalhes.</p>
<p>Era um lugar tosco, com azulejos brancos já acinzentados, mesas e cadeiras tubulares vermelhas, em uma tentativa de emular um fast food típico, porém, muito mais esculhambada. Penso comigo mesmo: &#8220;Estava eu fumando crack no último mês? Se tem Crystal Pepsi aqui, nesse lugar nojento, deve ter até em Havana!&#8221;.</p>
<p>Chego no caixa para pegar a ficha, uma menina simpática, quase bonita, me atende, escondida atrás de um boné com aparência de engordurado e com uma rede prendendo os cabelos, tingidos de vermelho. Estendo uma nota de um real velha, gasta, com pinceladas de cinza e marrom. Parecia que tinha roubado do mendigo, mas era o troco da passagem de ônibus. Trocar uma nota que estava prestes a deixar de ser uma nota por um copo de Crystal Pepsi me parecia o melhor negócio do mundo. Nem Donald Trump, nem George Soros eram páreo para mim naquela hora. Eu estava fazendo a melhor aquisição do mundo. Fusões, ações debentures, tudo isso era bosta. As bolsas do mundo podiam despencar, países podiam quebrar, nada me impediria de pegar aquele copo. Estava radiante com a possibilidade de tomar o refrigerante mais memorável de todos os tempos novamente.</p>
<p>O rapaz perto da máquina de refrigerante me olhou incrédulo, com cara de quem não acreditava em uma Pepsi transparente. Colocou o copo no balcão à minha frente e esperou eu dar o primeiro gole, como quem aguardava uma reação terrível da minha parte.</p>
<p>Eram 7h35 da manhã no meu sonho. Saí do tal antro gastronômico com o copo de maior tamanho disponível sorrindo para as ruas, agradecendo aos céus a oportunidade de tomar aquele nectar novamente.</p>
<p>As pessoas me paravam na rua e perguntavam, como se eu fosse a personificação do apocalipse: &#8220;Refrigerante a essa hora?&#8221;, e eu respondia: &#8220;Isso não é um refrigerante, minha senhora. Isso é um dos grandes momentos de minha infância.&#8221;. Claro que não entendiam. Não precisavam entender. E de qualquer forma, meu café da manhã na rua é sempre uma Coca e uma coxinha, ou um misto-quente. Desta vez, no entanto, não comia nada. Degustava o drink perfeito. Aquilo era o amor em sua forma líquida.</p>
<p>O ano era 1993. Estava lá eu, com 8 anos, em um Brasil pré URV e pré plano real, um tanto quanto insipiente em importações, passeando com a familia em busca de alguma barganha, nas galerias e shoppings do centro de SP, quando, em uma loja de doces e outras coisas importadas, dou de cara com uma lata diferente, ostentando o nome que já me fascinava, mas aquilo era algo diferente. Senti que tinham feito algo exclusivamente para mim, para surpreender ao pequeno Ciro.</p>
<p>Para uma lata de refrigerante era algo um tanto quanto caro. Não tão caro quanto as minhas queridas pints de Guinness e Fullers de hoje em dia, que me ajudam a cair de bêbado sempre que me sobra algum dinheiro no bolso, mas era caro.</p>
<p>Erámos uma típica família que emergiu da classe trabalhadora de um dos bairros mais tradicionais de São Paulo, como um milhão de outras, certos bens de consumo estavam fora do nosso alcance, mas felizmente não era o caso da cintilante lata azul.</p>
<p>Quando cheguei em casa, coloquei minha compra na geladeira como se fosse uma jóia, algo valiosíssimo e esperei. Uma das esperas mais longas da minha vida.</p>
<p>Quando abri e despejei o seu conteúdo no copo, fiquei chocado. Era transparente de tudo. Tinha a aparência de uma água com gás. Nem água tônica, club soda, soda limonada ou qualquer outra bebida transparente gaseíficada tinha aquela aparência. Era lindo de se ver. Como uma Perrier, mas muito melhor, por que não era água.</p>
<p>Embriaguei-me com o líquido transparente. Era a melhor bebida que eu já tinha tomado.</p>
<p>Acho que a partir daí que surgiu o meu amor pelo estado líquido da matéria. Só pode ser.</p>
<p>Me tornei um alcoolatra por causa da Crystal Pepsi. Hoje me dou conta. Passei minha vida inteira procurando um líquido que me desse tanta satisfação quanto aquele primeiro copo.</p>
<p>Crack líquido, só pode ser.</p>
<p>Sempre tive uma ótima desculpa para meus excessos etílicos e só fui me dar conta agora! Meu deus&#8230;a Crystal Pepsi.</p>
<p>Depois daquela primeira lata, retornei à loja uma série de vezes, comprando cada vez mais e mais, até que um dia fui informado que haviam parado de vender.</p>
<p>Não sabia o que tinha acontecido. Se as vendas foram baixas e cancelaram as importações, o que não era possível, pois eu comprava aquilo loucamente. Fiquei estarrecido. Alguns anos depois descobri que a Pepsi tinha parado de fabricar devido às baixas vendas nos Estados Unidos. Oras&#8230;&#8230;.Não sabiam de nada mesmo.</p>
<p>Se eu tivesse três oportunidades de voltar no tempo, apenas três, iria para Londres em 1964 na primeira e novamente para Londres, mas desta vez em 1977. Na terceira oportunidade eu iria para algum lugar nos Estados Unidos em 1992. Para presenciar o nascimento do drink do qual eu me tornei orfão tão cedo&#8230;</p>
<p>Claro&#8230;depois do meu sonho fui procurar algo sobre a Crystal Pepsi no Google. Achei dois abaixo-assinados, um deles que eu já havia assinado há um tempinho atrás e um outro novo.</p>
<p>Peço aos três visitantes deste blog que percam alguns minutos e me ajudem a realizar um sonho de infância!</p>
<p><font size="2"> </p>
<p></font></span> </p>
<p><a href="http://www.gopetition.com/petitions/bring-back-crystal-pepsi/sign.html"><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:x-small;color:#0000ff;">http://www.gopetition.com/petitions/bring-back-crystal-pepsi/sign.html#se</span></span></a><span style="font-size:x-small;"><font size="2"> </p>
<p></font></span> </p>
<p><a href="http://www.petitiononline.com/crystalp/petition.html"><span style="text-decoration:underline;"><span style="font-size:x-small;color:#0000ff;">http://www.petitiononline.com/crystalp/petition.html</span></span></a><span style="font-size:x-small;">Eternamente Grato,</p>
<p>Ciro, o orfão da Crystal Pepsi.</p>
<p> </p>
<p></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/strangeparade.wordpress.com/8/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/strangeparade.wordpress.com/8/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/strangeparade.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/strangeparade.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/strangeparade.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/strangeparade.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/strangeparade.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/strangeparade.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/strangeparade.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/strangeparade.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/strangeparade.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/strangeparade.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/strangeparade.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/strangeparade.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/strangeparade.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/strangeparade.wordpress.com/8/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=strangeparade.wordpress.com&amp;blog=4498339&amp;post=8&amp;subd=strangeparade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Ciro</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>EPOPÉIA DA MANHÃ DE SEGUNDA-FEIRA</title>
		<link>http://strangeparade.wordpress.com/2008/08/25/epopeia-da-manha-de-segunda-feira/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 14:33:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[segunda-feira]]></category>

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		<description><![CDATA[Já sem lua mas ainda sem sol, abro a janela e contemplo o céu quase com a mesma aparência de quando eu cheguei em casa no dia anterior, agora, logo depois que meu despertador tomou coragem e fôlego o suficiente para me acordar, gritando: &#8220;acorde, já são 6 horas&#8221; pelo pouco que eu pude compreender [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=strangeparade.wordpress.com&amp;blog=4498339&amp;post=6&amp;subd=strangeparade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><br />
Já sem lua mas ainda sem sol, abro a janela e contemplo o céu quase com a<br />
mesma aparência de quando eu cheguei em casa no dia anterior, agora, logo<br />
depois que meu despertador tomou coragem e fôlego o suficiente para me<br />
acordar, gritando: &#8220;acorde, já são 6 horas&#8221; pelo pouco que eu pude<br />
compreender e traduzir do simples idioma que os despertadores falam. Todos<br />
os outros relógios do meu quarto marcavam 6 horas da manhã também, mas só<br />
pensaram e permaneceram calados. O magnífico 6. Estes outros relógios pareciam gostar um pouco mais de mim, eu também gostava mais deles, principalmente de um em especial</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">que foi montado em um disco de vinil. No começo este fazia um &#8220;tic-tac&#8221; alto, quase<br />
escandaloso, que não me deixava dormir. Agora dificilmente durmo sem o tal<br />
barulho. Fagocitei o que me incomodava e virou parte de mim. O que não<br />
consigo fagocitar, digerir, seja lá o que for, eu vomito. Nem sempre consigo<br />
limpar os restos do tal vômito de imediato, mas logo mais logo menos eles<br />
somem, o cheiro passa com o tempo e tudo fica bem.</p>
<p>Lavo o rosto na água gelada com a sensação de que jogo ácido em mim. Parece que metade da minha cara vai escorrer na pia, de tão gelada que está.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Espanto o sono como o Padre Merrin tira o macabro encosto da pequena Regan MacNeil, só que sem os jatos de vômito preto (era só o que me faltava, imagina minha<br />
mãe me esfaqueando com uma cruz por sujar as toalhas brancas lá penduradas),<br />
e volto para o meu quarto. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Os passarinhos lá fora começam a cantar ao nascer do sol e só tenho vontade de ter uma arma de chumbinho e de pedir a deus por um pouco de boa pontaria. Conformo-me de que a culpa não é do passarinho, do calendário romano, da empresa que me emprega ou de qualquer outra coisa. A culpa é minha por não ter aprendido nada com todos aqueles gibis do Zé Carioca que li em minha infância. Fui cismar de estudar e trabalhar e, conseqüentemente, me foder. OK, aceito isso feito homem e lá vou eu. Apesar<br />
de eu não achar que há mais tempo de mudar, ler o Zé Carioca ainda me é assaz<br />
divertido.</p>
<p>A roupa já está separada no cabide desde a noite anterior. Escondo as minhas<br />
partes pendentes com uma certa velocidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Parece que estou todo dia com a mesma roupa, mas não estou. Fato é que todas se parecem muito. Sempre uma camisa listrada e uma calça escura. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Não me pergunte as cores, o daltonismo matinal me afeta terrivelmente. Não sei que<br />
roupa estou pondo de manhã, durante o dia não tenho tempo de reparar nela e<br />
quando volto para casa nem lembro que estou de roupa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Gosto das listras. Das verticais nas camisas de botão e das horizontais nas camisas pólo, mesmo porquê, ao contrário ficaria ridículo. A convenção das listras é um pilar,<br />
um baluarte da resistência nas vestimentas. Nunca mudarão!</p>
<p>Nos meus 56 passos que separam a porta de minha casa do ponto de ônibus,<br />
colo em minha cabeça detalhes recortados e espalhados do final de semana que<br />
passou. Dou risada sozinho do que me lembro enquanto paralelamente trabalho<br />
em aceitar minha condição de trabalhador mal pago. Sempre tenho aquela<br />
sensação de que poderia ter tomado alguns drinks a menos no final de semana<br />
para não estar me sentindo tão mal na segunda, mas todo o meu desempenho<br />
etílico é traçado de modo a esquecer a semana que passou, não cumpriria o<br />
meu objetivo se bebesse menos. O que seria da minha saúde mental se eu não<br />
sacrificasse a minha saúde física? Tudo tem um preço. Eu pago esse sem problemas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Paro naquele que é o mais nefasto de todos os lugares da cidade, o ponto de ônibus, que, tal como alguma doença contagiosa, tem vários pontos, vários focos espalhados pela cidade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Observo as bigas de aço e vidro, com muito mais cavalos do que qualquer centurião ou gladiador poderia sequer sonhar, ainda acho que desde a Roma antiga até hoje nós não evoluímos muito, a não ser no número de cavalos das bigas. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Paro, acendo o primeiro cigarro do dia e penso: &#8220;adoro o cheiro de tabaco pela manhã&#8221;. Claro, afinal, quem há de discordar que estamos no meio do apocalipse? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Em uma época em que estão tentando proibir os poucos prazeres que temos em todos os lugares, não perco uma oportunidade de acender um Gauloises.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Gauloises deveriam escapar dessa legislação. Quem eles pensam que são?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Entro no coletivo, sem lugar, sem espaço e sem ar. Se tivesse um chuveiro preso no teto eu juro que não me surpreenderia. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Os franceses chamam o orgasmo de &#8220;a pequena morte&#8221;, não consigo pensar em algo tão diametralmente oposto para designar a sensação de estar envolto em xexelentisse. A &#8220;grande, torturante, maldita, bizarra e dolorosa morte&#8221; me pareceria mais com uma noite de pinga com limão em algum bar sujo do centro do que com isso.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A necessidade me obriga. Afinal, necessito de algum dinheiro para suprir as minhas necessidades básicas do final da semana, durante a semana, ou seja lá onde ou quando for. O ciclo das necessidades nunca se fecha. Não perco muito tempo pensando nisso, senão largaria tudo e viraria um hippie de merda. Não. Quero manter meus vícios com o mínimo de conforto. Afinal, para que o capitalismo está aí se não para podermos sustentar nossos vícios e ter o mínimo de conforto? Comunistas maconheiros de classe média nunca pararam para pensar como seria isso, como sustentariam seus vícios típicos em Cuba, na China ou na grande falácia que era a União Soviética. Comprar drogas com rublos deve ser difícil. Fumar em uma praça, embaixo da estátua de algum líder comunista, daqueles que Stalin não apagou das fotos de seu book de Mister Nações Amigas Do Leste Europeu Fica Esperto Vamos Pegar Seus Países Também então&#8230;fora de cogitação. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Agüento aquela merda toda feito o homem que eu fui criado para ser. Típica cria da classe trabalhadora paulistana, e desço na Praça da Sé. O maior circo a céu aberto de São Paulo. Só não digo que é o maior do Brasil porque as noites da Lapa, no Rio, ganham disparado. Gosto mais do circo que está longe do que do que está perto. Lá as mulheres são mais bonitas, as pessoas são mais legais e sempre estou em um horário onde se é socialmente aceitável estar de porre.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">As mesmas pessoas na fila, as mesmas pessoas no ônibus, o mesmo trajeto&#8230;tudo impressionantemente igual. Sinto-me em algum filme do tipo &#8220;O Feitiço do Tempo&#8221; ou algo assim, a diferença é que nunca estou tentando comer ninguém e a cada dia que passa estou mais perto da morte. Pelo menos pela última parte me sinto satisfeito. Da janela do bizarro meio de transporte observo as bigas, com todas as suas centenas de cavalos parados, cagando todo o feno e aveia que consomem em seus estábulos espalhados pela cidade. Como em um museu, vemos várias maravilhas do design moderno totalmente paradas para serem observadas. Claro, preferia estar dentro de uma dessas tais peças do tal museu do que quebrando o vidro da janela com a minha cabeça, enquanto o ônibus balança e eu durmo profundamente. Preferia estar ouvindo a minha música preferida sem babar na minha gravata, mas chego à conclusão de que dirigir é uma merda. Dormir me parece uma idéia melhor, mesmo que seja todo torto e acordando como se tivesse passado por uma lobotomia. Só a primeira das várias que sofro durante o dia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Durmo profundamente, o mais profundo que se pode ir em 50 minutos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">É nessas horas que tenho os sonhos mais estranhos. Desta vez sonhei que estava no meio de uma selva, em uma clareira, uma área um pouco mais aberta, onde me atiravam pedras, mas não via nem quem as atiravam nem de onde vinham e como só poderia acontecer em um sonho, tinha um bar (sim, um BAR) e corri para lá para me refugiar. Abaixei heroicamente aquelas lonas que cobrem as laterais dos bares em dias de chuva e lá me abriguei. Nem meu subconsciente perde uma oportunidade de tirar um barato da minha cara. Nem ele nem ninguém, para falar a verdade. Não me importo muito, a vida é uma grande piada de qualquer forma.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Sou rudemente acordado pela bonitinha que pega ônibus comigo, que desce no mesmo ponto que eu. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Sempre entramos juntos no ônibus e descemos no mesmo lugar, mas nunca nem sequer dei um “Oi” para ela. Puxar assunto, conversa fiada, com desconhecidos é um negócio que me desgasta imensamente, ainda mais em uma manhã de segunda-feira.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Mal digo um obrigado para a tal desconhecida, que merecia realmente uma<span>  </span>manifestação de agradecimento melhor da minha parte pela sua boa ação do dia, passo na frente do Hooters e me lembro que a vida pode ser boa, pelo menos na hora do almoço, atravesso a rua e entro no prédio do escritório. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Paro por aqui. Não vou continuar. Não quero fazer ninguém chorar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Uma boa semana de merda para vocês!</span></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/strangeparade.wordpress.com/6/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/strangeparade.wordpress.com/6/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/strangeparade.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/strangeparade.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/strangeparade.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/strangeparade.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/strangeparade.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/strangeparade.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/strangeparade.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/strangeparade.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/strangeparade.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/strangeparade.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/strangeparade.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/strangeparade.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/strangeparade.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/strangeparade.wordpress.com/6/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=strangeparade.wordpress.com&amp;blog=4498339&amp;post=6&amp;subd=strangeparade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Crise de abstinência em um coletivo urbano.</title>
		<link>http://strangeparade.wordpress.com/2008/08/13/crise-de-abstinencia-em-um-coletivo-urbano/</link>
		<comments>http://strangeparade.wordpress.com/2008/08/13/crise-de-abstinencia-em-um-coletivo-urbano/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 19:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ciro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Transito]]></category>
		<category><![CDATA[mentos]]></category>
		<category><![CDATA[ridículo]]></category>

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		<description><![CDATA[Me deus do céu&#8230; CARALHO&#8230; PUTAQUEPARIU! O que faria eu agora? Neste momento de desespero? Lá estava, no meio de minha segunda viagem de ônibus, rumo à Zona Leste. Rumo à minha &#8220;safe eastern residence&#8221;, depois de um dia de trabalho de merda, como eu tinha certeza que seria. Sim. Certeza. Acordei gritando, bradando para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=strangeparade.wordpress.com&amp;blog=4498339&amp;post=4&amp;subd=strangeparade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:x-small;">Me deus do céu&#8230;</p>
<p>CARALHO&#8230;</p>
<p>PUTAQUEPARIU!</p>
<p>O que faria eu agora? Neste momento de desespero?</p>
<p>Lá estava, no meio de minha segunda viagem de ônibus, rumo à Zona Leste. Rumo à minha &#8220;safe eastern residence&#8221;, depois de um dia de trabalho de merda, como eu tinha certeza que seria.</p>
<p>Sim. Certeza. Acordei gritando, bradando para todo o mundo ouvir: &#8221; Bom dia, terça feira de merda!!!!&#8221;, e no vento frio da manhã, enquanto abria a janela, totalmente nu, escutei a sua clara resposta: &#8220;bom dia, seu merda! prepare-se para um dia de merda!&#8221; e assim o foi.</p>
<p>Pulando toda a merda do meu dia de merda, embarco eu no primeiro dos dois ônibus necessários para cumprir minha jornada, munido de um pacote de Mentos. Graças ao meu bom deus que consegui vir dormindo naquele inferno sobre rodas e pude aumentar a vida útil do meu Mentos.</p>
<p>Desço na outrora bela e imponente Praça da Sé e conto com a ajuda dos famosos confeitos mastigáveis para tornar os arredores um pouco mais suportáveis. Meu subterfúgio açucarado realmente é eficaz contra a realidade medonha. Nem me recordo que estou esperando outro coletivo nojento em um canto que fede a mijo.</p>
<p>No meio do tortuoso trajeto, o ônibus, lotado de transeuntes suados, cansados, acabados, para.</p>
<p>Olho para as pessoas que compartilham daquela insanidade comigo. Por um momento acho graça da situação.</p>
<p>Vejo pessoas de rostos largos, com olhos, narizes e bocas pequenas. Pessoas com rostos pequenos e olhos e narizes grandes. Ninguém nem muito feliz, nem muito infeliz. Uma sensação cômica de vazio tomou conta de mim. Um vazio inversamente proporcional à lotação da bosta do ônibus. A graça que eu estava achando tinha ido embora, a sensação de vazio resistiu. Resistiu e aumentou. Só me restavam 3 mentos no pacote, já totalmente amassado e irreconhecível, a não ser pela sua bela e tranqüilizante cor azul clara.</p>
<p>Fico sem saber o que fazer. Como uma das pastilhas restantes para me acalmar, sabendo que minha calma não durará muito.</p>
<p>Ainda estou longe de casa, algum outro coletivo que percorra o mesmo trajeto demorará no mínimo 10 minutos para chegar. Só nesse tempo já teria devorado as pobres balinhas sobreviventes.</p>
<p>Começo a olhar em volta. Desesperadamente.</p>
<p>Apesar de a noite estar quente e eu ainda estar de blusa, por simples preguiça de tira-la, sinto o suor frio escorrendo pela minha testa.</p>
<p>Com as mãos tremendo, rasgo o resto do papel, já um pouco molhado pelo suor de minha mão, com a sua peculiar tinta azul um pouco mais palida, e pego mais uma pastilha.</p>
<p>Finalmente chega o segundo ônibus, que fica rápidamente lotado como o em que eu estava. Degusto com alegria e alívio o penúltimo confeito mastigável.</p>
<p>Novamente olho ao meu redor, na esperança de ver uma boa alma sacando um Mentos do bolso. Quando este pensamento termina de passar pela minha cabeça, mais rápido que um raio, vejo o cara que estava quase ao meu lado, separado apenas pela distância de uma garota muito gostosa, saca de seu bolso a tal embalagem trolhiforme. Esboço um leve sorriso enquanto olhava para o teto sujo do ônibus, quando percebo que o Mentos que está em posse de tal figura não é um Mentos normal. É o de Frutas!</p>
<p>Oras, onde foi parar o bom gosto de outrora? Aquilo nunca poderia carregar o nome &#8220;Mentos&#8221;!</p>
<p>Uma heresia. um atentado à uma das mais clássicas instituições do açucar.</p>
<p>Não só o mesmo desespero de poucos segundos atrás volta a tomar conta de mim como também uma onda de ódio ao consumidor incrédulo da desditada bala chega com toda a fúria de um Charles Bronson se vingando da morte de algum ente querido. Fico PUTO, muito PUTO mesmo.</p>
<p>O Semaforo nos dá sua luz vermelha, que com a ajuda do escuro da noite domina o interior dos carros e ônibus que estão à sua frente e me faz lembrar a iluminação de um puteiro de terceira categora.</p>
<p>Mastigo velozmente a última de todas as balas, ainda longe de casa. Com os globos oculares ainda fazendo um verdadeiro escrutínio, à procura de algum vestígio do meu mais recente vício.</p>
<p>Cheguei em casa completamente catatônico, porém me movendo com velocidade, em direção à gaveta de minha mesa. Peguei o primeiro entre uns 15 ou 20 tubos de Mentos que lá estavam. Depois de mastigar a primeira pastilha até ela grudar em todos os dentes que eu tinha e que já tive e me acalmei.</p>
<p>Depois de minha respiração se normalizar, de a minha dor de cabeça e a minha tremedeira passarem, me dei conta: &#8220;vidas ridículas nos levam a vícios ridículos?&#8221;.</p>
<p></span></p>
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